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Para Meditar

"Escreva as preocupações de hoje na areia. Grave as vitórias de ontem na pedra".

04/03/2012

Olhe para cima


“Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e inteiramente aberto em cima ele se tornará um prisioneiro, apesar de sua habilidade para o vôo. A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto. O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso complemente plano tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar. Um zangão, se cair em um pote aberto ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente de tanto atirar-se contra as paredes do vidro. Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos , sem perceber que a saída está logo acima. Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima! E lá estará DEUS: à distância apenas de uma oração” 

* Texto enviado pela seguidora Sebastiana Oliveira

  

01/02/2012

Como almejo a sabedoria dela (Parte 2)

Abigail. Um misto de beleza e perspicácia. Uma combinação de formosura e inteligência. Uma mulher divinamente instruída para por fim a uma batalha e encerrar uma guerra nem ainda começada, mas já anunciada. Sua arma maior: a sabedoria. Ao saber que sua casa, seu esposo, seu patrimônio, sua vida estavam ameaçados, ela não esbravejou com o esposo, não se desesperou, não amedrontou ninguém, nem saiu a gritar descontroladamente. Ela partiu para a luta com um armamento, no mínimo, curioso: um presente. A bela esposa do bruto Nabal preparou tudo, saiu calada, sem alarde, sem deixar vestígios e foi ao encontro do guerreiro Davi no meio do caminho. Assim como Ester, ela foi prudente, humilde, sábia e meticulosa. Prostrou-se, abriu a boca com sabedoria e ofereceu-lhe um irresistível banquete no meio do deserto. Suas palavras, suas atitudes, suas ofertas mudaram o coração do rei que cancelou o seu projeto de fúria e destruição. Diante da ameaça, Abigail soube se posicionar para a luta, soube, assim como Ester, usar as armas humanas e as armas divinas. Surpreendeu o Rei e soube o que falar e o que pedir quando se colocou de forma corajosa e determinada diante de Davi e seu exército. Ao Rei, ela ofereceu um presente, a estratégia de Deus. Abigail aguardou a ocasião certa. Usou as palavras adequadas. Ela segue a receita e dá tudo certo. A esposa virtuosa e mulher valorosa mostra o seu valor como guerreira, alerta aos perigos que rondam sua família. A matança anunciada é cancelada, sua família escapa da morte como o passarinho do laço. Abigail e toda a sua casa foram poupados da morte graças ao bem mais precioso: a sabedoria. Ah, como almejo a sabedoria que veio à Abigail.

24/01/2012

Como almejo a sabedoria dela

Ester. Uma moça formosa, valorosa, virtuosa. Uma mulher sábia, pré-destinada, consagrada. Quando chegou a sua hora e a hora de Deus, ela soube usar as armas humanas e as armas divinas. Antes de entrar na presença do Rei, entrou na presença do Soberano. Usou as armas que recebeu dele: jejum, oração, consagração. Usou as armas que tinha em mãos: a formosura, o melhor perfume, o melhor vestido. Atraiu o Rei e soube o que pedir quando tudo foi colocado à sua disposição. Ela poderia pedir o que quisesse, mas não o fez. O que ela queria já tinha pedido ao Soberano. Ao Rei, ela ofereceu um jantar, a estratégia de Deus. Ainda não havia chegado o tempo de revelar o segredo, denunciar a trama e solicitar auxílio. Ester aguardou o sinal de Deus e foi ao encontro do Rei. Ester aguardou o dia do banquete. O momento do banquete. Ester aguardou a ocasião certa. Usou as palavras adequadas. Revela o perigo que enfrenta para o Rei e depois se revela para ele. Atitudes, gestos e palavras minuciosamente planejados e regidos pelo Soberano. Ela segue a receita e dá tudo certo. A jovem valorosa mostra o seu valor como serva do Deus Altíssimo. A mulher pré-destinada cumpre o seu papel. O povo escapa da morte como o passarinho do laço. Graças à sabedoria divina dada a Ester, os judeus jubilaram de alívio e prazer. A verdadeira sabedoria é essa que desce do céu e se manifesta na terra, nos corações de quem teme, treme e obedece o Soberano. Ah, como almejo a sabedoria que veio à rainha Ester.

16/01/2012

Um dia, eles vêm. Outro dia, eles vão!

Um belo dia, eles chegam. E mudam tudo: as nossas rotinas, os nossos rumos, as nossas prioridades. Um turbilhão de mudanças acontecem quando eles entram em nossa casa, em nosso ninho, em nossa vida.
Passamos a viver em função deles. Deixamos de fazer o que fazíamos. Abrimos mão de sonhos, projetos, convicções. Renunciamos. Abdicamos. Entramos num processo de metamorfose de sentimentos, pensamentos, valores e metas.
Eles chegam, tomam conta do ambiente e provocam um verdadeiro rebuliço de idéias e emoções. A cada passo, a cada fase, uma nova experiência. A gente sofre, chora, luta, ri, conquista, aprende junto com eles. Não dá para separar as vivências, não dá para ignorar as ausências.
E um belo dia, eles saem. E mais uma vez, um tsunami de emoções acontecem em nossos corações. Nós que construímos nossas vidas em função das vidas deles sentimos os pés sem chão e o vazio da despedida diária nos faz refletir sobre a dinâmica da vida.
Um dia, eu fiz assim com os meus pais. Fui saindo, aos poucos, a cada gesto, a cada escolha, a cada novo projeto. A cada nova paixão, nossas prioridades mudam e os pais que nos elegeram como prioridade máxima de suas vidas são colocados em segundo, terceiro, quarto plano.
Quando assim o fiz, não o percebi. Segui o curso natural da vida. Apaixonei-me, casei-me, constituí uma família. Tive, pela graça de Deus uma única filha linda, saudável e inteligente. Quando saí da casa de meus pais nem por um momento pensei em quais eram os sentimentos deles. Simplesmente, fiz minhas escolhas.
Mas, agora, encontro-me do lado oposto. Agora, o que eu não percebi me angustia, me machuca, me inquieta, me faz parar, pensar, analisar e refletir. A minha filha está indo. A minha única filha. Esse detalhe potencializa ainda mais o que eu e meu esposo estamos sentindo nos últimos dias.
Meu bebê que nos próximos meses completa 21 anos de existência pela graça do bom Deus percebe esse meu “falatório” como drama. Para ela, eu e o pai olhamos as suas atitudes através de lentes de aumento. Não consegue perceber o que sentimos. Eu também não percebi. E ela só irá perceber quando enxergar por outro ângulo, por outro foco, pela percepção que tenho hoje.
Um dia, eles se vão. E ela, a minha pequena está indo. Aos poucos, como um dia eu fui. Assim são os filhos. Criamos e educamos para a vida e não para nós. Na teoria, esse é um conceito perfeitamente aceitável, na prática é uma realidade dolorida.
Difícil dizer adeus a cada novo namorado que surge, a cada nova paixão, a cada nova amizade. Sentimo-nos como que trocados, inúteis, substituíveis. Posso até estar exagerando, mas é o que sinto, o que vivo nesse momento ímpar de desapego forçado.
Não estou lavando as mãos como fez Pilatos. Não! Da minha filha, eu não desisto. Ela permanece e sempre permanecerá na minha vida como uma pérola encravada na ostra. Saiu de dentro de mim, mas não sai do meu coração.
Quem lê este desabafo pode não estar entendendo se está na posição de filho(a) que descobre, conquista, escolhe, decide e vai. Mas, quando você estiver, arrumando as malas ou acenando na janela vai entender. É o que os psicólogos chamam de a síndrome do ninho vazio. Os pais, uns mais cedo, outros mais tarde vivem esse momento.
Olhamos para trás e custa entender porque as nossas prioridades não são as deles. Os filhos vão deixando a nossa vida aos poucos, quando vemos estamos como no início: à espera da chegada deles.
Um dia, eles chegam. Um dia, eles vão. Essas palavras não são de mágoa, amargura, ressentimento. São um desabafo. Uma reflexão. Um aprendizado na vida de uma mãe que percebe a cada dia, a saída da filha.
É a vida! Que Deus abençoe mais e mais a minha pequena que vai saindo do ninho devagarzinho, alçando vôos mais altos, trilhando caminhos mais longos e construindo o próprio percurso. Que essa experiência que não é única sirva de reflexão para pais e filhos. O imperceptível hoje é marcante no amanhã. Tudo é uma questão de posição, de foco, de visão.
Pais: curtam seus filhos agora, aproveitem todos os momentos. Filhos: valorizem todo o aprendizado com seus pais, cada momento. Tudo na vida passa. Ficam as lembranças e a consciência do dever cumprido.

30/12/2011

Feliz Livro Novo!

Recebi essa mensagem de um amiga e gostaria de compartilhá-la com você. Quando 2011 começou, ele era todo seu. Foi colocado em suas mãos. Você podia fazer dele o que quisesse. Era como um Livro em Branco, e nele você podia colocar um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração. Podia. Hoje não pode mais; já não é seu.
É um livro já escrito. Concluído. Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes, e você não poderá corrigi-lo. Estará fora de seu alcance. Portanto, antes que 2011 termine, reflita, tome seu velho livro e o folheie com cuidado. Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo. Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou seu melhor estilo. Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não, não tente arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas. Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue. Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e evitar repetir as ruins. Para escrever o seu novo livro, você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para preencher, toda a imensa superfície do seu mundo. Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o. Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do Criador. Não importa como esteja. Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras: Obrigada e Perdão  E, quando 2012 chegar, lhe será entregue outro livro, novo, limpo, branco todo seu, no qual você irá escrever o que desejar.. Feliz Livro Novo!